Ataque aéreo israelita em Gaza faz 5 mortos incluindo 3 crianças
A proteção civil de Gaza, controlada pelo Hamas, indicou hoje que um ataque aéreo israelita atingiu um grupo de civis no norte do território palestiniano, matando cinco pessoas, incluindo três crianças.
A agência, que opera como serviço de resgate sob a autoridade do movimento islamita Hamas, adiantou que as vítimas resultaram de "um ataque aéreo israelita que atingiu um grupo de civis perto da Mesquita Al-Qassam, em Beit Lahia".
O Hospital Al-Shifa confirmou ter recebido os corpos.
O exército israelita disse à AFP que estava a verificar a informação.
Apesar de o cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025, Gaza continua a ser assolada pela violência diária, com o exército israelita e o Hamas a acusarem-se mutuamente de violar a trégua.
Pelo menos 786 palestinianos foram mortos desde o início do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que está sob controlo do Hamas e cujos números são considerados fiáveis pelas Nações Unidas.
O exército israelita reportou a morte de cinco soldados em Gaza desde o início do cessar-fogo.
As restrições à imprensa e o acesso limitado a Gaza impedem as agências internacionais de verificar de forma independente o número de mortos ou de cobrir livremente os combates.
O frágil cessar-fogo, no entanto, reduziu significativamente a intensidade do conflito em Gaza, que começou após o ataque a Israel, a 07 de outubro de 2023, pelo Hamas, movimento considerado terrorista pela União Europeia, Estados Unidos e vários outros países.
Teerão condiciona "negociações genuínas" com EUA ao fim do bloqueio aos portos
O Presidente iraniano defendeu hoje o compromisso com o diálogo, depois de o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, ter decidido prolongar o cessar-fogo, mas reiterou que o bloqueio aos portos iranianos é um dos principais obstáculos a "negociações genuínas".
"A República Islâmica do Irão acolheu favoravelmente o diálogo e o acordo, e continua a fazê-lo. O incumprimento dos compromissos, o bloqueio e as ameaças são os principais obstáculos a negociações genuínas", realçou, numa mensagem através das suas redes sociais.
Pezeshkian reagiu ao anúncio de Trump sobre a prorrogação do cessar-fogo destacando que "o mundo está a testemunhar" a "retórica hipócrita sem fim" e a contradição entre as palavras e ações do governante norte-americano.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, manifestou sentimentos semelhantes, declarando que "um cessar-fogo completo só faz sentido quando não é violado por um bloqueio naval, quando a economia global não é mantida refém e quando a beligerância sionista cessa em todas as frentes".
"A abertura do Estreito de Ormuz não é possível com uma violação flagrante do cessar-fogo", vincou nas redes sociais, antes de sublinhar que os Estados Unidos e Israel não alcançarão os seus objetivos "através da intimidação".
"A única forma é aceitar os direitos do povo iraniano", acrescentou.
Trump anunciou na terça-feira a prorrogação do cessar-fogo temporário alcançado em 08 de abril, na sequência de um pedido do Paquistão, que está a mediar o processo diplomático.
Embora insista que o bloqueio do Estreito de Ormuz se mantenha em vigor, o bloqueio e o recente ataque e apreensão de navios iranianos na área estão entre os motivos apontados por Teerão para não comparecer às negociações em Islamabade.
Teerão considera estas ações uma violação do cessar-fogo, que está a dificultar o processo de diálogo.
As autoridades iranianas anunciaram em 17 de abril que estavam a pôr fim às restrições de trânsito na zona, após a confirmação de um cessar-fogo temporário no Líbano no dia anterior, mas reimpuseram-nas após Trump ter mantido o bloqueio aos portos iranianos.
Preço do petróleo subiu depois de dois navios no Estreito de Ormuz serem apreendidos por Teerão
Enviado de Trump pede que Itália substitua Irão no próximo Mundial de Futebol
Jornalista libanesa Amal Khalil morta num ataque aéreo israelita no sul do Líbano
O Ministério da Saúde do Líbano tinha declarado anteriormente que Israel "perseguiu" as jornalistas Khailil e Zeinab Faraj, "atacando" a casa onde se refugiaram após um ataque israelita numa cidade do sul do Líbano.
Uma equipa da Cruz Vermelha conseguiu finalmente chegar ao local e resgatar Faraj. Foi levada para o hospital juntamente com os corpos de dois civis mortos num ataque anterior.
Durante o transporte, a ambulância foi alvejada e ficou crivada de balas. Faraj foi submetida a uma cirurgia e, segundo informações, o seu estado de saúde é agora estável.
O exército israelita negou ter atacado os jornalistas.
Forças armadas dos EUA intercetaram pelo menos três petroleiros com bandeira iraniana
Washington impôs um bloqueio ao comércio marítimo do Irão, enquanto o Irão disparou contra navios para os impedir de navegar pelo estreito de Ormuz, à entrada do Golfo Pérsico. Quase dois meses após o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, há poucos sinais de retoma das conversações de paz no meio de um cessar-fogo instável.
O encerramento do estreito interrompeu o fornecimento de um quinto das reservas mundiais de petróleo e gás e provocou uma crise energética mundial. As forças norte-americanas apreenderam um navio cargueiro e um petroleiro iranianos nos últimos dias. O Irão afirmou ter capturado dois navios porta-contentores que tentavam sair do Golfo Pérsico através do Estreito de Ormuz na quarta-feira, depois de ter disparado contra eles e contra outra embarcação, as suas primeiras apreensões desde o início da guerra.
Os EUA desviaram pelo menos mais três petroleiros de bandeira iraniana nos últimos dias, de acordo com duas fontes do setor marítimo norte-americano e indiano e duas fontes separadas de segurança marítima ocidental que falaram à Reuters na quarta-feira.
Os militares norte-americanos não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre as interceções.
Uma das embarcações era o superpetroleiro Deep Sea, de bandeira iraniana, que estava parcialmente carregado com crude e foi visto pela última vez no seu transponder de seguimento público na costa da Malásia há uma semana, de acordo com as fontes e dados de seguimento de navios na plataforma MarineTraffic.
O mais pequeno Sevin, também de bandeira iraniana, com uma capacidade máxima de 1 milhão de barris e que transportava 65% da sua carga, foi também intercetado. O navio foi visto pela última vez na costa da Malásia há um mês, segundo dados de rastreio de navios.
O superpetroleiro Dorena, de bandeira iraniana, também foi intercetado, totalmente carregado com 2 milhões de barris de crude, e visto pela última vez na costa sul da Índia há três dias, de acordo com fontes e dados de rastreio de navios na plataforma MarineTraffic.
O Comando Central dos EUA afirmou na quarta-feira, numa publicação no X, que o Dorena estava sob escolta de um contratorpedeiro da Marinha dos EUA no Oceano Índico, depois de tentar violar o bloqueio.
Fontes do setor marítimo disseram que as forças norte-americanas podem ter intercetado o petroleiro Derya, de bandeira iraniana. O navio não conseguiu descarregar a sua carga de petróleo iraniano na Índia antes de uma isenção americana para compras de petróleo bruto iraniano expirar no domingo. Este navio foi visto pela última vez na costa oeste da Índia na sexta-feira, de acordo com dados da MarineTraffic.
O Comando Central dos EUA afirmou na quarta-feira que, desde o início do bloqueio contra os navios que entram ou saem dos portos iranianos, as forças norte-americanas ordenaram o regresso de 29 embarcações ao porto.
Os militares norte-americanos não divulgaram a lista completa dos navios intercetados e não responderam imediatamente aos pedidos de comentários sobre o Deyra e o Deep Sea.
Uma terceira fonte de segurança marítima afirmou que os militares norte-americanos procuravam atingir navios iranianos longe do Estreito de Ormuz e em mar aberto para evitar o risco de minas flutuantes durante as operações.
Teerão acusa Trump de divulgar `fake news` sobre mulheres que enfrentam execução
"Trump não tem poder real no terreno, o que o levou a fabricar sucessos com base em informações falsas", divulgou a Mizan, agência de notícias oficial do poder judicial iraniano.
Antes, Trump garantiu que, a seu pedido, o Irão se tinha abstido de executar oito mulheres, saudando o facto como "uma grande notícia".
"Ótimas notícias. Estou muito grato ao Irão e aos seus líderes por respeitarem o meu pedido", publicou o Presidente norte-americano na sua rede social Truth Social.
A Mizan já tinha negado, na terça-feira, que várias mulheres iranianas estivessem prestes a ser executadas, afirmando que algumas das que foram apresentadas como estando em risco tinham sido libertadas e outras enfrentavam apenas penas de prisão.
A agência France-Presse (AFP) noticiou não conseguiu confirmar de forma independente estas ameaças de execução, nem a identidade de todas as mulheres cujas fotos o presidente norte-americano reproduziu na terça-feira em apoio da sua exigência, feita na sua plataforma Truth Social.
Na terça-feira, republicou uma mensagem da conta X de um ativista chamado Eyal Yakoby, contendo fotografias de oito mulheres não identificadas, com a mensagem: "A República Islâmica do Irão está a preparar-se para enforcar oito mulheres".
Masih Alinejad, uma dissidente iraniana radicada nos Estados Unidos, publicou oito nomes de mulheres no X, todas, segundo ela, presas em ligação com os protestos de Janeiro, que foram violentamente reprimidos.
"Digam os seus nomes", escreveu a ativista, alegando que uma das mulheres detidas tinha 16 anos.
Outra é Bita Hemmati, condenada à morte por atirar blocos de betão de um edifício contra as forças de segurança durante os protestos, de acordo com várias organizações de defesa dos direitos humanos.
Num relatório publicado em meados de abril, a ONG norueguesa Hengaw divulgou uma foto de Bita Hemmati idêntica a uma das oito fotografias republicadas por Donald Trump.
Segundo a organização, outra destas fotografias retrata Mahboubeh Shabani, de 32 anos, condenada à morte por "fazer guerra contra Deus" depois de transportar manifestantes feridos na sua moto em Mashhad. Atualmente está presa nesta cidade do nordeste do país.
Eyal Yakoby, que se apresenta no X como futuro aluno do prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), publica inúmeros `posts` a apoiar a operação militar israelo-americana no Irão e a criticar os movimentos de mobilização pró-Palestina.
Lusa
EUA terão informado Israel que deram até 5 dias ao Irão para negociar
De acordo com essa informação, se não houver resposta do Irão dentro desse prazo, o atual cessar-fogo estarão, informou o Canal 12 da televisão israelita citando três responsáveis norte-americanos.
Num segundo relatório, o mesmo meio, citando fontes políticas em Jerusalém, indica que o prazo efetivo fixado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terminaria no domingo.
O diário israelita Ynet relatou que a falta de um anúncio oficial da nova data limite por parte de Trump responderia ao seu desejo de não ficar em questão, após ter adiado repetidamente diversos ultimatos nas últimas semanas.
O presidente norte-americano anunciou na terça-feira a sua decisão de estender indefinidamente o cessar-fogo com o Irão até que o Governo iraniano, que considera dividido, lhe apresente uma proposta unificada de acordo.
Trump tomou essa decisão poucas horas antes de hoje expirar o cessar-fogo vigente, apesar de que na própria terça-feira ter declarado que não pretendia prorrogá-lo e que estava disposto a retomar os "bombardeamentos" contra o Irão.
O primeiro-ministro israelita, Benjamín Netanyahu, afirmou hoje que o seu país está preparado para "qualquer cenário", tanto de forma defensiva como ofensiva, após uma reunião com efetivos do sistema de defesa antimísseis `Cúpula de Ferro` nas colinas de Jerusalém.
Lusa
Líbano. Quatro mortos em ataques israelitas; Beirute vai pedir prorrogação do cessar-fogo
Antes destas discussões, Israel declarou não ter "desentendimentos sérios" com o Líbano, apelando ao país para "trabalhar em conjunto" contra o Hezbollah, um grupo pró-Irão.
Os dois países, ainda em guerra, vão realizar mais uma ronda de negociações ao nível dos embaixadores, sob os auspícios dos Estados Unidos.
Um cessar-fogo de dez dias, que expira no domingo, entrou em vigor a 17 de abril, após uma reunião inicial.
WSJ. Washington impõe sanções a Bagdade para forçar desmantelamento de milícias pró-Irão
O Wall Street Journal, citando fontes oficiais iraquianas e norte-americanas, noticiou na noite de terça-feira que Washington suspendeu, pela segunda vez desde o início da guerra, o envio por avião de carga de quase 500 milhões de dólares em dinheiro vivo, provenientes da venda de petróleo iraquiano.
Um funcionário do Governo iraquiano disse à AFP que apenas um carregamento não chegou, alegando "razões logísticas relacionadas com a guerra" e o encerramento do espaço aéreo iraquiano.
Outro funcionário, este do Banco Central do Iraque, disse à AFP que as entregas de dólares cessaram durante a guerra regional "devido à suspensão dos voos e à situação de segurança".
Acrescentou que o Banco Central não solicitou mais dólares porque tem reservas suficientes e "atualmente não há necessidade de as aumentar".
As receitas das exportações de petróleo iraquiano são depositadas em grande parte no Banco da Reserva Federal de Nova Iorque, em virtude de um acordo assinado após a invasão americana de 2003 que derrubou Saddam Hussein.
Este acordo confere a Washington uma influência significativa sobre as autoridades em Bagdade.
Trump "não estabeleceu prazo para receber proposta do Irão"
"O presidente não estabeleceu um prazo para receber uma proposta do Irão", disse ela aos jornalistas que cobriam a Casa Branca, acrescentando que "em última análise, o calendário será definido" por Donald Trump.
O Irão deve entregar urânio enriquecido aos EUA, diz Casa Branca
Segundo militar francês morre no Líbano após emboscada atribuída ao Hezbollah
Foi nessa mesma emboscada que um outro militar francês, o suboficial Florian Montorio, foi mortalmente ferido no sábado.
No total, três soldados franceses foram mortos desde o início da guerra travada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro. Este conflito atingiu vários países do Médio Oriente, onde a França mantém forças numa postura "puramente defensiva", segundo Paris.
O terceiro soldado morto foi o major Arnaud Frion, que foi morto no Iraque, em meados de março, num ataque com um drone atribuído a uma milícia pró-iraniana na região de Erbil, onde participava numa missão de treino antiterrorista.
Trump. Apreensão de dois navios pelo Irão não é uma violação do cessar-fogo
"Não, porque não eram navios americanos, nem israelitas. Eram dois navios internacionais", disse a porta-voz à Fox News quando questionada se a apreensão violava o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão.
A mesma realçou ainda que os iranianos "não controlam o estreito de Ormuz. O que estamos a ver é pirataria."
Erdogan acredita que guerra "está a começar a enfraquecer a Europa"
Irão "acolheu diálogo e acordo" e aponta violações e bloqueio dos EUA como "obstáculos a negociações"
“A quebra de compromissos, o bloqueio e as ameaças são os principais obstáculos a negociações genuínas. O mundo vê a retórica hipócrita interminável e a contradição entre as alegações e ações".
ONU tem "plano de sete dias" para impedir desastre humanitário após fecho de Ormuz
Se cessar-fogo continuar a ser violado "é impossível" reabrir Estreito de Ormuz
“Eles não alcançaram os seus objetivos por meio de agressão militar, nem os alcançarão por meio de intimidação. O único caminho a seguir é reconhecer os direitos da nação iraniana”, acrescentou.
Trump afirma que o Irão, a seu pedido, desistiu dos planos de executar oito mulheres
Teerão negou, na terça-feira, que várias mulheres estivessem a enfrentar a pena de morte: "Trump foi mais uma vez enganado por informações falsas. Entre as mulheres retratadas como prestes a serem executadas, algumas foram libertadas, enquanto outras enfrentam acusações que podem resultar, no máximo, em pena de prisão", informou a Mizan, agência de notícias oficial do judiciário iraniano.
Diplomacia iraniana "aprecia" esforços do Paquistão para pôr fim à guerra
Segundo a agência France Presse, o porta-voz foi questionado por jornalistas sobre o pedido do mediador paquistanês para a extensão do cessar-fogo, entretanto aceite por Donald Trump.
Esmail Baghai, porta-voz do MNE iraniano, elogiou apenas os esforços do Paquistão para estabelecer a paz e enfatizou que Teerão está a adotar as "medidas necessárias" para assegurar a segurança do país.
Trump não estabeleceu prazo para extensão do cessar-fogo
Segundo militar francês da UNIFIL morre na sequência de ferimentos
Le caporal-chef Anicet Girardin du 132ème régiment d’infanterie cynotechnique de Suippes, rapatrié hier du Liban où il avait été gravement blessé par des combattants du Hezbollah, est mort ce matin des suites de ses blessures.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) April 22, 2026
Il est mort pour la France.… pic.twitter.com/1eokASMl57
O Presidente prestou ainda homenagem ao "compromisso exemplar das nossas Forças Armadas na UNIFIL, que trabalham com coragem e determinação ao serviço da França e da paz no Líbano".
Estes militares foram emboscados pelas forças de manutenção da paz da ONU, da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), numa emboscada em que ficaram feridos outros dois militares franceses.
As autoridades francesas atribuíram de imediato o ataque ao movimento pró-iraniano Hezbollah, activo no sul do Líbano, alegação negada pelo grupo islamista xiita.
China nega que navio detido pelos EUA contivesse "presente" para o Irão
Os comentários surgiram depois de a ex-embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, ter escrito no X que o navio viajava da China para o Irão e estava ligado a carregamentos de produtos químicos para mísseis.
Respondendo às acusações de Haley numa conferência de imprensa regular na terça-feira, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun, disse que o navio era “um navio porta-contentores estrangeiro” e que a China se opunha a “qualquer associação maliciosa e especulação”.
“Como grande potência responsável, a China sempre deu um bom exemplo no cumprimento das suas obrigações internacionais”, acrescentou.
Conflito abranda atividade da Salesforce no Médio Oriente
Marco Hernansanz, que também é vice-presidente executivo e é responsável máximo da tecnológica para o mercado português, falava numa pequena conferência de imprensa 'online' onde abordou como a inteligência artificial (IA) está a reconfigurar o setor e o papel dos agentes IA.
Questionado sobre o papel de Portugal para a Salesforce, o executivo salientou que "é um mercado importante, não é grande, mas ainda assim é um mercado importante" para a tecnológica, que tem um escritório no país.
"Temos um escritório numa boa localização. Temos uma boa equipa e também somos parceiros da maioria das grandes empresas", referiu Marco Hernansanz.
Por vezes, "talvez não tenhamos a mesma experiência que vemos no mercado espanhol, pois temos empresas mais globais, como os bancos, que são muito grandes porque operam em vários países", "algumas das principais empresas portuguesas são mais locais e menos diversificadas, mas são bastante inovadoras e também estamos a assistir à contratação de jovens talentos em algumas dessas empresas", prosseguiu.
Perante isso, "acho que o papel do mercado português, para mim, é aumentar o número de histórias inovadoras de empresas que trabalham com o engajamento do cliente em diferentes setores. Somos particularmente fortes nos setores bancário e de 'utilities'", rematou.
Quanto ao impacto do negócio do Médio Oriente, por causa do conflito entre os EUA, Israel e Irão, o vice-presidente executivo e diretor-geral da Salesforce para o Sul da Europa, Médio Oriente e África referiu que a tecnológica tem dado apoio aos seus empregados, clientes e parceiros de várias maneiras.
"Permitimos que as pessoas se realoquem temporariamente para outros locais, trabalhando em casa conforme necessário. Temos uma equipa muito boa a tratar" das medidas de segurança e proteção, entre outras coisas, acrescentou.
Até agora, "estávamos a crescer significativamente" na região, com um escritório no Dubai e outro aberto em Riade, Arábia Saudita, no ano passado.
Portanto, "o que quero dizer é que a Salesforce está muito entusiasmada com as oportunidades da região a longo prazo".
Até o conflito, "estávamos crescendo significativamente" e agora "provavelmente as empresas estão a operar 80% da sua capacidade", rematou o responsável da empresa norte-americana.
China considera "imperativo" impedir o retorno do conflito
Guo Jiakun acrescentou que a China “está pronta” para trabalhar com a comunidade internacional para manter a paz, seguindo os quatro princípios propostos pelo presidente Xi Jinping alguns dias antes, incluindo a coexistência pacífica e o respeito pelo direito internacional.
“É imperativo evitar a reincidência do conflito com o máximo empenho”, frisou.
Cessar-fogo prolongado. Irão diz que medida só serve para EUA ganharem tempo
O Irão está pronto para voltar a negociar a paz no Médio Oriente, mas só quando os EUA levantarem o bloqueio no Estreito de Ormuz. É a resposta iraniana depois de Donald Trump ter anunciado que vai prolongar o cessar-fogo por tempo indeterminado, mas com bloqueio aos portos iranianos.
Israel e Hezbollah voltam a trocar ataques
Um ataque aéreo israelita no leste do Líbano provocou um morto e dois feridos. Isto numa altura em que o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah está preso por um fio.
EUA devem terminar bloqueio ao Irão como pré-requisito para cessar-fogo
Mojtaba Ferdousi Pour, chefe da missão iraniana no Egito, disse à Associated Press que as comunicações com os mediadores paquistaneses estão em curso “para implementar as condições do Irão”.
“Não negociaremos sob ameaça”, afirmou. “Não iremos a Islamabad antes do levantamento do bloqueio.”
Mojtaba Ferdousi Pour acusou os EUA de utilizarem o cessar-fogo para reforçar as suas tropas para um possível retomar da ação militar contra a República Islâmica.
"Nos bastidores, dizem uma coisa, mas em público, dizem e fazem outra", afirmou.
Médicos Sem Fronteiras alertam para impacto da guerra no sistema de saúde libanês
“Os ataques contra equipas de socorro e emergência nas proximidades e contra hospitais também colocaram os profissionais de saúde em risco, deixando muitos feridos ou mortos. Apesar disso, os trabalhadores de saúde continuaram a prestar cuidados sob imensa pressão”, lê-se em comunicado.
A responsável pelo programa MSF local Tania Hachem descreveu que “o pessoal de saúde nos hospitais de Nabatiyeh (sul do Líbano) dormiu no interior das instalações um total de 46 dias e alguns não puderam ver as suas famílias, enquanto outros viveram com os familiares no local”.
“Os pacientes, incluindo crianças, chegavam com ferimentos graves, como hemorragias intensas, amputações traumáticas e feridas complexas. Os profissionais de saúde frequentemente temiam que, entre os feridos, pudessem estar familiares ou conhecidos”, lê-se no texto.
Segundo a MSF, cerca de 42 famílias e ‘staff’ abrigaram-se no interior do hospital estatal de Nabatiyeh e, a poucos quilómetros, o mesmo se passou no hospital Najdeh Chaabiye, enquanto respondiam às urgências recorrentes e constantes, já que as deslocações na cidade eram perigosas dados os ataques israelitas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), desde o início da ofensiva militar israelita no sul do Líbano, em 2 de março, houve um total de 147 ataques, quase diários, contra serviços de saúde, que danificaram hospitais, mataram mais de 100 pessoas e feriram 233 profissionais de saúde e, pelo menos, seis hospitais foram obrigados a fechar.
A diretora do hospital Najdeh Chaabiye, Mona Abu Zeid, declarou que o plano de preparação para emergências incluiu a permanência de todos “dentro do hospital, para que ninguém precisasse ir e vir”.
“Às vezes, crianças chegavam ao hospital com ambos os pais mortos”, lamentou.
Irão tomará as "medidas necessárias" para proteger os seus interesses
Numa publicação no Telegram, a IRNA cita Baghaei dizendo que Teerão tomará “medidas necessárias e apropriadas para salvaguardar os interesses e a segurança nacionais do Irão”.
“A diplomacia é uma ferramenta para garantir os interesses e a segurança nacionais e, sempre que concluirmos que existem as condições necessárias e razoáveis para utilizar esta ferramenta… agiremos”, afirmou Baghaei sobre a possibilidade de novas negociações com Washington.
Aumento com gastos energéticos está a custar 500 milhões por dia à Europa
O comissário europeu com a pasta da energia, Dan Jorgensen, alerta para o crescimento dos gastos energéticos no espaço dos 27. Uma fatura que aumentou 500 milhões de euros por dia desde que os Estados Unidos e Israel começaram a atacar o irão, a 28 de fevereiro.
Questionado sobre os apelos que têm surgido para um descongelamento das importações de energia russa, o Comissário diz que seria um grande erro. Percebeu-se que a Rússia usou a energia como arma contra a Europa, por isso devemos cortar essa dependência o mais rapidamente possível.
Embaixador iraniano em Islamabad reuniu-se com primeiro-ministro paquistanês
Moghadam visitou Sharif “para discutir a situação regional atual e os esforços de paz”, segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro paquistanês divulgado esta quarta-feira.
Na noite de terça-feira, Sharif agradeceu ao presidente norte-americano, Donald Trump, por “aceitar gentilmente” o pedido, acrescentando que Islamabad “continuará os seus esforços sinceros para uma solução negociada do conflito”.
Comissário europeu antecipa "meses e anos muito difíceis" devido à crise energética
A Comissão Europeia antecipou hoje "meses e anos muito difíceis" devido à atual crise energética causada pelo conflito no Médio oriente, admitindo pressão sobre o combustível para aviação e preocupação relativamente ao turismo da União Europeia (UE).
"Temos de ser bastante claros e diretos na forma como descrevemos o tipo de crise em que estamos agora [porque] isto não é um pequeno aumento de preços de curto prazo, trata-se de uma crise que é provavelmente tão grave como a de 1973 e a de 2022 combinadas, e isto significa que enfrentamos meses muito difíceis, ou talvez até anos, dependendo naturalmente da evolução no Médio Oriente", disse o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, em Bruxelas.
Falando em conferência de imprensa, no dia em que a instituição apresentou um conjunto de medidas para fazer face à crise energética causada pela guerra do Irão iniciada por ataques norte-americanos e israelitas, Dan Jørgensen apontou que a aviação "é atualmente o setor sob maior pressão", dados os obstáculos ao querosene.
"Estamos plenamente conscientes de que as nossas economias dependem da nossa capacidade de voar. Muitas pessoas irão de férias este verão, muitas cidades, regiões e Estados-membros dependem do turismo e, naturalmente, estão muito preocupados", adiantou o responsável, em resposta à Lusa sobre os eventuais impactos para os próximos meses.
Bruxelas recua nas recomendações para reduzir consumo de energia
A Comissão Europeia não apresentou, afinal, recomendações para reduzir o consumo energético, como o recurso ao teletrabalho ou alternativas ao avião e carro, mas garantiu que "continua claramente" a incentivar a UE a fazer tal redução.
A Comissão Europeia apresentou esta quarta-feira um pacote de medidas para fazer face
à crise energética causada pela guerra na região do Médio Oriente, no
âmbito das quais anunciou a criação de um Observatório de Combustíveis
para acompanhar as reservas, mas não mencionou, como constava de
anteriores rascunhos, sugestões para diminuir o consumo energético.
"Do lado da procura, continuamos claramente a incentivar os Estados-membros a fazer tudo o que puderem para reduzir o consumo, tanto porque isso ajudará na atual crise de preços em que nos encontramos, como porque pode ajudar a prevenir problemas de segurança de abastecimento no futuro", disse o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, falando em conferência de imprensa, em Bruxelas.
"Quanto às medidas específicas que os Estados-membros deverão escolher, pensamos que o melhor é que sejam eles próprios a decidir. Creio que aquilo a que se refere é ao facto de eu ter dito que as recomendações da Agência Internacional da Energia eram, de facto, boas e penso que, de forma geral, não só podemos confiar como devemos também apoiar o importante trabalho desenvolvido pela AIE", explicou Dan Jørgensen.
Num rascunho anterior, Bruxelas sugeria que os países da UE promovessem pelo menos um dia obrigatório de teletrabalho por semana, adotassem alternativas ao automóvel (como bicicletas partilhadas, partilha de veículos, mais veículos elétricos e maior utilização do transporte público) e evitassem viagens aéreas sempre que possível, na linha do que é recomendado pela Agência Internacional da Energia, mas isso não foi referido hoje. A UE importa a maior parte do petróleo e gás que consome, o que a torna altamente exposta a choques externos como a atual crise energética.
Em causa está um conjunto de medidas que Bruxelas divulgou, esta manhã, para fazer face aos elevados preços da energia, incluindo apoio direcionado a consumidores e empresas, possíveis reduções fiscais e ajustes de tarifas e utilização de instrumentos de mercado e reservas estratégicas.
Apesar de Bruxelas garantir não haver problemas no abastecimento de petróleo e de gás à UE, já se assiste à volatilidade dos preços, aumento dos custos para famílias e empresas, pressão inflacionista e perturbações na indústria e nos transportes, havendo maior sentido de urgência em diversificar fornecedores e acelerar a transição para fontes de energia mais seguras e renováveis.
c/ Lusa
Líbano vai pedir extensão de um mês da trégua
Infarmed garante que não há ruturas de abastecimento associadas à guerra no Médio Oriente
“De acordo com a informação disponível, não se registam, até ao momento, ruturas de abastecimento, apesar do impacto a nível da logística e dos custos de combustíveis e energia”, refere em comunicado.
“O Infarmed confirma que, até à data, não foram notificadas ruturas de abastecimento diretamente associadas ao conflito no Médio Oriente”, acrescenta.
“A informação recolhida indica que a situação se mantém sob controlo, embora exigindo a estreita monitorização de riscos relacionados com as questões logísticas e de custos da energia, o que está a ocorrer nos vários planos referidos”.
Bruxelas admite que países da UE adotem impostos nacionais sobre lucros extraordinários
A Comissão Europeia admitiu hoje que os países da União Europeia (UE) avancem com impostos sobre os lucros extraordinários das energéticas, mas disse ser difícil adotar esta medida ao nível europeu dada a necessária unanimidade.
"Os Estados-membros podem adotar medidas de tributação sobre lucros extraordinários para garantir a justiça social. A Comissão respeitará as decisões dos Estados-membros e prestará apoio, fornecendo boas práticas sobre medidas nacionais, bem como avaliando o seu impacto no mercado único", refere o executivo comunitário numa comunicação hoje publicada com medidas para fazer face à atual crise energética.
A posição surge numa altura em que a Comissão Europeia analisa o pedido do ministro das Finanças português, Joaquim Miranda Sarmento, e dos seus homólogos da Alemanha, Espanha, Itália e Áustria para criação ao nível da UE de um imposto sobre os lucros extraordinários das energéticas, semelhante às medidas para conter a crise energética de 2022.
Em conferência de imprensa em Bruxelas, a vice-presidente executiva responsável pela transição para uma economia limpa, justa e competitiva, Teresa Ribera, lembrou que "um imposto comum exige unanimidade".
"Pode não ser fácil alcançar essa unanimidade porque podem existir diferentes perspetivas sobre como lidar com a questão ou sobre como desenvolver tecnicamente uma medida que se aplique a todo o continente europeu", explicou.
"Assim, o que pode fazer sentido - como fazemos nesta comunicação e estamos totalmente disponíveis para continuar a fazer - é identificar a forma mais sólida de oferecer alternativas aos Estados-membros que estejam dispostos a adotar esta medida, garantindo que seja o mais robusta possível", referiu Teresa Ribera, prometendo trabalhar com os países que "queiram seguir esta abordagem".
A responsável espanhola destacou ainda a "preocupação com a justiça" social dos países que propuseram a medida.
Porém, "neste momento não conseguimos identificar a possibilidade de tomar uma decisão comum sobre a implementação de um imposto comum em toda a União Europeia", adiantou.
Bruxelas divulgou, esta manhã, um conjunto de medidas para fazer face aos elevados preços da energia, incluindo apoio direcionado a consumidores e empresas, possíveis reduções fiscais e ajustes de tarifas e utilização de instrumentos de mercado e reservas estratégicas.
A UE importa a maior parte do petróleo e gás que consome, o que a torna altamente exposta a choques externos como a atual crise energética.
Apesar de Bruxelas garantir não haver problemas no abastecimento de petróleo e de gás à UE, já se assiste à volatilidade dos preços, aumento dos custos para famílias e empresas, pressão inflacionista e perturbações na indústria e nos transportes, havendo maior sentido de urgência em diversificar fornecedores e acelerar a transição para fontes de energia mais seguras e renováveis.
Transavia cancela 50 voos e admite novos ajustamentos devido ao preço do `jet fuel`
A Transavia cancelou meia centena de voos para maio e junho devido ao impacto da guerra no Médio Oriente nos combustíveis e admite novos ajustamentos, estando a fazer uma gestão diária das operações devido à elevada incerteza.
"Cancelámos alguns voos até agora, cerca de 50 para maio e junho, mas é um processo dinâmico, temos de nos adaptar no dia a dia. Não é algo fácil de fazer, mas temos de enfrentar a realidade do aumento do preço dos combustíveis", afirmou o novo diretor geral adjunto comercial (`chief commercial officer` CCO) da Transavia França, Julien Mallard, em conferência de imprensa no Porto.
Salientando que "estas questões fazem parte da gestão quotidiana da companhia", o responsável referiu que o facto de esta integrar o grupo AirFrance--KLM a está "a beneficiar" a este nível.
Mais de metade das 1.300 escolas danificadas durante a guerra foram reparadas no Irão
Cerca de 20 escolas foram destruídas, disse Alireza Kazemi, tendo os maiores danos ocorrido nas províncias de Teerão, Kermanshah, Isfahan e Hormozgan.
A previsão é que as reparações nas escolas mais danificadas estejam concluídas até outubro, acrescentou.
Kazemi afirmou ainda que, apesar dos ataques, a educação continuou durante toda a guerra, quer presencialmente, quer remotamente, através da Escola de Televisão do Irão.
Disse que também foi oferecido apoio psicológico e que as escolas realizaram homenagens às 170 pessoas mortas no ataque com mísseis à Escola Feminina Shajareh Tayyebeh, em Minab, a maioria alunas e professoras.
Irão apreende dois navios que tentavam passar pelo Estreito de Ormuz
Em comunicado, Teerão disse que os navios, identificados como MSC Francesca e Epaminodes, “operavam alegadamente sem a devida autorização, violando repetidamente os regulamentos e manipulando os sistemas de navegação, pondo em risco a segurança marítima ao tentarem sair clandestinamente do Estreito de Ormuz”, afirmou a IRGC num comunicado divulgado pela emissora estatal iraniana IRIB, acrescentando que as embarcações foram intercetadas e “paradas em conformidade com o que foi descrito como a proteção dos direitos nacionais do Irão”.
Os meios de comunicação iranianos informaram que uma terceira embarcação, de propriedade grega, também terá sido alvo da IRGC e está “agora inoperacional na costa do Irão”.
Taiwan reforça compras de petróleo aos Estados Unidos devido ao conflito
O ministro dos Assuntos Económicos de Taiwan, Kung Ming-hsin, avançou o dado hoje durante uma audição parlamentar, segundo declarações citadas pela agência Central News Agency.
Kung assegurou que a aquisição e o transporte de petróleo bruto de Taiwan "se mantêm normais", estando prevista a chegada de quatro petroleiros em abril e entre quatro e cinco em maio.
O ministro explicou que tanto a CPC Corporation como a Formosa Petrochemical Corporation -- a principal petrolífera privada da ilha -- ajustaram as rotas de transporte: cada uma mantém apenas um petroleiro a operar no Golfo Pérsico, sendo o restante crude transportado pelo Mar Vermelho e outros canais de exportação.
Neste contexto, a proporção de crude adquirida pela CPC Corporation aos Estados Unidos subiu para cerca de 60% das suas compras, enquanto as reservas estratégicas de petróleo de Taiwan mantêm-se em torno de 140 dias, acrescentou Kung.
Cerca de 70% do petróleo bruto importado por Taiwan em 2025 teve origem no Médio Oriente, com a Arábia Saudita (28,9%), o Kuwait (13,6%) e os Emirados Árabes Unidos (11,9%) como principais fornecedores, segundo dados oficiais.
Comissão Europeia cria Observatório de Combustíveis para identificar eventual escassez
A Comissão Europeia anunciou hoje a criação de um Observatório de Combustíveis para acompanhar as reservas na União Europeia (UE) e identificar e atuar rapidamente perante uma eventual escassez, dados os impactos do conflito no Médio Oriente.
"Um novo Observatório de Combustíveis será criado para acompanhar a produção, importações, exportações e níveis de reservas de combustíveis de transporte na UE. Isto permitirá identificar rapidamente potenciais carências e, em caso de libertação de reservas de emergência, orientar medidas específicas para manter uma distribuição equilibrada de combustíveis", anuncia o executivo comunitário, em comunicado divulgado em Bruxelas.
A medida consta de um pacote de medidas hoje divulgado pelo executivo comunitário para fazer face à crise energética causada pela guerra na região do Médio Oriente, no âmbito do qual Bruxelas adianta que, "para mitigar o impacto dos preços elevados e possíveis carências no setor da aviação da UE, a Comissão também clarificará as flexibilidades existentes no quadro da aviação europeia".Lembrando que esta é a segunda crise energética que a UE enfrenta em menos de cinco anos, dada a sua dependência dos combustíveis fósseis importados, o executivo comunitário defende também "plena coordenação", o que passa por assegurar o enchimento de reservas subterrâneas de gás, o uso de flexibilidades nas regras de armazenamento ou qualquer libertação excecional de reservas de petróleo.
"Os grupos de coordenação de petróleo e gás reúnem-se frequentemente para assegurar uma visão completa da situação entre os Estados-membros. As medidas nacionais de emergência e as medidas destinadas a garantir a disponibilidade de combustível de aviação e gasóleo, incluindo a capacidade de produção das refinarias, devem ser estreitamente coordenadas", avisa a instituição.
Em causa está um conjunto de medidas que Bruxelas divulgou, esta manhã, para fazer face aos elevados preços da energia, incluindo apoio direcionado a consumidores e empresas, possíveis reduções fiscais e ajustes de tarifas e utilização de instrumentos de mercado e reservas estratégicas.
Desde a escalada do conflito no Médio Oriente, a UE gastou mais 24 mil milhões de euros em importações de energia devido ao aumento dos preços.
No que toca às empresas, a Comissão Europeia quer mais aposta em energias renováveis e eficiência energética e vai também divulgar um quadro temporário de auxílios estatais para dar maior flexibilidade aos governos nacionais de avançar com medidas de emergência para apoiar os setores económicos mais expostos.
Acresce que, até ao verão, está prevista a apresentação de um plano de ação para a eletrificação, incluindo indústria, transportes e edifícios.
É ainda pedida uma rápida implementação do plano de investimento que prevê mais combustíveis sustentáveis na aviação.
A UE importa a maior parte do petróleo e do gás que consome, o que a torna altamente exposta a choques externos como a atual crise energética.
Apesar de Bruxelas garantir não haver problemas no abastecimento de petróleo e de gás à UE, já se assiste à volatilidade dos preços, aumento dos custos para famílias e empresas, pressão inflacionista e perturbações na indústria e nos transportes, havendo maior sentido de urgência em diversificar fornecedores e acelerar a transição para fontes de energia mais seguras e renováveis.
"A atual situação geopolítica é um forte lembrete de que acelerar a transição para uma energia limpa, segura e acessível é uma necessidade económica e de segurança", conclui a Comissão Europeia.
Lufthansa cancela 20 mil voos de curta distância até outubro para poupar combustível
O grupo Lufthansa vai cancelar 20 mil voos de curta distância até outubro, numa medida que pretende diminuir o consumo de combustível, perante os aumentos desde o início da guerra no Irão.
Num comunicado publicado na noite de terça-feira, a Lufthansa refere que estes voos equivalem a uma redução de cerca de 1% da capacidade de transporte de passageiros no verão.
Em termos práticos, segundo a Efe, o grupo alemão terá uma poupança próxima de 40.000 toneladas de querosene, um combustível cujo preço duplicou desde o início da guerra no Irão, em 28 de fevereiro.
A maioria dos voos afetados são da companhia aérea regional Cityline, cujo encerramento já tinha sido anunciado na semana passada, devido ao aumento dos custos deste material.
Os voos cancelados são rotas não rentáveis e partem dos aeroportos de Frankfurt e Munique.
Apesar deste corte, o grupo, que inclui Lufthansa, a austríaca Austrian Airlines, a suíça Swiss, a Brussels Airlines, a Eurowings e a italiana ITA Airways, também vai expandir as rotas em Zurique, Viena e Bruxelas.
O grupo Lufthansa sinalizou que o abastecimento está garantido para as próximas semanas e que espera um abastecimento estável para operar os voos programados para o verão -- período em que pretende otimizar a oferta em Frankfurt, Munique, Zurique, Viena, Bruxelas e Roma.
A Lufthansa cancelou 120 voos até final de maio e os passageiros afetados já foram informados.
Em causa estão os cancelamentos temporários dos voos de Frankfurt para as polacas Bydgoszcz e Rzeszów e para a norueguesa Stavanger.
O grupo registou ainda que vai rever o seu plano a médio prazo, devendo divulgar mais informações no final de abril ou no início de maio.
A Lufthansa é um dos grupos, a par da Air France-KLM, que apresentou uma proposta não vinculativa no processo de privatização de até 44,9% do capital da TAP. O caderno de encargos prevê ainda uma fatia de 5% reservada aos trabalhadores, sendo que o futuro comprador tem direito de preferência por qualquer participação não subscrita.
Irão afirma que bloqueio naval dos EUA não afeta a distribuição de alimentos
"Apesar do bloqueio naval dos EUA, não temos problemas em abastecer com bens essenciais e alimentos, pois, devido à dimensão do país, é possível importar através de várias fronteiras", disse o ministro da Agricultura, Gholamreza Nouri.
"Aproximadamente 85% dos produtos agrícolas e bens essenciais são produzidos localmente, pelo que a segurança alimentar do país está garantida", acrescentou, segundo a agência noticiosa oficial IRNA.
Israel afirma ter eliminado "dois terroristas que violaram o acordo de cessar-fogo" no sul do Líbano
Num relatório divulgado hoje, as FDI declararam: “Ontem (terça-feira), as forças identificaram dois terroristas na área de Saluki que violaram os acordos de cessar-fogo, atravessaram a linha de defesa frontal e aproximaram-se das forças de uma forma que representava uma ameaça imediata.
Após a identificação e o rápido fecho do cerco, a força aérea atacou e eliminou os terroristas para neutralizar a ameaça.
Israel pede ao Líbano que "trabalhe em conjunto" contra o Hezbollah
“Esta cooperação é ainda mais necessária para vós do que para nós”, disse Gideon Saar. “Ela exige clareza moral e a coragem para correr riscos. Mas não há uma alternativa real para garantir um futuro de paz para vós e para nós.”
Israel e Líbano, que não mantêm relações diplomáticas, vão realizar novas negociações em Washington na quinta-feira.
Mais de dois milhões de pessoas perderam o emprego no Irão por causa da guerra
A guerra causou graves danos nas infraestruturas críticas do Irão, incluindo as suas instalações de petróleo e gás, indústrias petroquímicas, siderurgias e fábricas de alumínio. As interrupções na internet durante os protestos de janeiro e o apagão desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, também paralisaram a economia digital.
Seguiram-se despedimentos em massa, e Hadi Kahalzadeh, antigo economista da Organização de Segurança Social do Irão, estima que 10 a 12 milhões de empregos, aproximadamente 50% da força de trabalho iraniana, estejam em risco.
No início desta semana, Gholamhossein Mohammadi, vice-ministro do Trabalho do Irão e responsável pela organização de formação técnica e profissional do país, afirmou que as estimativas iniciais indicam que a guerra levou à perda de mais de um milhão de empregos e ao desemprego direto e indireto de dois milhões de pessoas, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim.
Teerão anunciou execução de homem condenado por ligações a Israel
O portal Mizan Online, ligado ao poder judicial iraniano, indicou que Mehdi Farid foi enforcado hoje de manhã por "cooperar com o serviço de inteligência 'terrorista' Mossad", os serviços de informações de Israel.
A mesma nota refere que o caso tinha sido revisto recentemente e que a sentença final foi confirmada pelo tribunal.
O portal oficial iraniano não especificou quando o homem foi detido ou quando decorreu o julgamento.
O tribunal considerou Farid culpado de "cooperar em assuntos de informações e espionagem em nome do regime sionista [Israel]", acrescentou o Mizan Online.
Soldados israelitas punidos por vandalismo contra estátua de Cristo no Líbano
O exército israelita afastou dois soldados do serviço de combate e colocou-os em prisão militar durante 30 dias depois de terem destruído uma estátua de Cristo no sul do Líbano, anunciaram as Forças de Defesa de Israel (IDF) na terça-feira.
“A investigação determinou que a conduta dos soldados se desviou completamente das ordens e dos valores das IDF”, acrescentam.
Findings and Conclusions of the Inquiry into the Conduct of an IDF Soldier Who Damaged a Christian Symbol in Southern Lebanon
— Israel Defense Forces (@IDF) April 21, 2026
The inquiry found that during IDF activity in the area of the Christian village of Debel in southern Lebanon, an IDF soldier damaged a Christian… https://t.co/73ubDn3L2G
Outros seis soldados que estavam presentes no local “foram convocados para esclarecimentos que serão realizados posteriormente, após os quais serão determinadas outras medidas a nível de comando”. O incidente ocorreu na vila de Debel, no sul do Líbano, e provocou uma vasta indignação após a imagem do soldado israelita a destruir com uma marreta a estátua de Cristo ter sido amplamente partilhada nas redes sociais.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse estar "chocado e consternado" e expressou pesar pelo incidente "e por qualquer mágoa que tenha causado aos fiéis no Líbano e em todo o mundo".
No comunicado, as IDF dizem que o chefe do Estado-Maior-General condenou o incidente e declarou que o mesmo constitui uma “conduta inaceitável e uma falha moral, que ultrapassa em muito qualquer padrão aceitável e contradiz os valores das Forças de Defesa de Israel e a conduta esperada das suas tropas”.
“As IDF expressam profundo pesar pelo incidente e sublinham que as suas operações no Líbano são exclusivamente dirigidas contra a organização terrorista Hezbollah e outros grupos terroristas, e não contra civis libaneses”, acresncetam.
As Forças de Defesa de Israel também informaram, na terça-feira, que substituíram a estátua danificada "em total coordenação com a comunidade local".
A short while ago, in full coordination with the local community of Debel in southern Lebanon, the damaged statue was replaced by IDF troops. The Northern Command worked to coordinate the replacement of the statue from the moment it received the report of the incident.
— Israel Defense Forces (@IDF) April 21, 2026
The IDF… pic.twitter.com/nGh1s1iia1
“O Comando Norte trabalhou para coordenar a substituição da estátua desde o momento em que recebeu o relatório do incidente”, afirmam, reiterando “profundo pesar pelo incidente” e garantindo que “estão a trabalhar para garantir que não se repita no futuro”.
Debel é uma das dezenas de aldeias no sul do Líbano que estão agora sob ocupação israelita. Israel e Líbano concordaram na quinta-feira com um cessar-fogo mediado pelos EUA, com o objetivo de interromper os combates entre Israel e o Hezbollah.
O cessar-fogo interrompeu seis semanas de combates entre as Forças de Defesa de Israel e o grupo armado xiita Hezbollah, embora ambos os lados se acusem mutuamente de violações.
Três embarcações atingidas por disparos no Estreito de Ormuz
O Irão impôs restrições à navegação no estreito, primeiro em retaliação ao bombardeamento conjunto dos EUA e de Israel contra o país e, mais tarde, em resposta ao bloqueio americano aos portos iranianos.
Um navio porta-contentores com bandeira da Libéria sofreu danos na ponte de comando após ter sido atingido por disparos e granadas propulsadas por foguete a nordeste de Omã.
A UKMTO informou que o comandante da embarcação relatou ter sido abordado por uma lancha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A embarcação, segundo a UKMTO, foi alvejada de seguida. Todos os tripulantes estavam a salvo e não houve incêndio nem impacto ambiental devido ao incidente.
Fontes de segurança marítima disseram que estavam três pessoas a bordo da lancha. O comandante do navio porta-contentores operado pela Grécia informou ainda que não houve qualquer contacto por rádio antes do incidente e que a embarcação tinha sido inicialmente informada de que tinha permissão para transitar pelo Estreito de Ormuz. A UKMTO informou posteriormente que um segundo navio porta-contentores foi alvejado a cerca de oito milhas náuticas a oeste do Irão. A embarcação, de bandeira panamiana, não sofreu danos e os seus tripulantes estão a salvo.
Fontes de segurança marítima disseram que um terceiro navio porta-contentores foi alvejado a cerca de oito milhas náuticas a oeste do Irão, enquanto transitava para fora do Estreito de Ormuz. O navio de bandeira liberiana, que não sofreu danos, parou na água. A sua tripulação está a salvo, disseram as fontes.
Antes do início da guerra, a 28 de Fevereiro, a via navegável transportava normalmente cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
China afirma que a situação no Médio Oriente está num momento "crítico" após anúncio de prolongamento do cessar-fogo
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun, reiterou que a China está pronta para continuar a desempenhar um papel "construtivo" nos esforços para resolver a crise.
"A situação regional encontra-se atualmente num momento crítico de transição entre a guerra e a paz. A prioridade máxima continua a ser fazer todo o possível para evitar o retomar das hostilidades", disse durante uma conferência de imprensa regular.
Ataque de drone israelita provoca um morto no norte de Gaza
A agência afirmou que o exército israelita atacou um grupo de palestinianos que tentava remover os escombros da sua casa, numa zona que foi quase totalmente destruída durante a guerra genocida de Israel contra Gaza.
Milhares de marinheiros retidos no Golfo Pérsico
Cerca de 20 mil marinheiros e dois mil navios estão retidos desde os ataques conjuntos entre os EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, segundo a Organização Marítima Internacional (OMI).
A agência informou que pelo menos 10 marinheiros foram mortos e vários outros ficaram gravemente feridos em ataques a embarcações comerciais desde o início do conflito.
O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, afirmou que a agência está a trabalhar num plano de evacuação para os navios retidos, mas que só poderá ser implementado quando houver sinais claros de desescalada.
Guarda Revolucionária Islâmica do Irão avisa que infligirá "golpes devastadores" se combates forem retomados
O alerta surgiu depois de Donald Trump ter anunciado a prorrogação do cessar-fogo entre os EUA e o Irão, que expiraria hoje.
Num comunicado divulgado pela agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, a IRGC afirmou estar "preparada para confrontar qualquer ameaça ou agressão renovada do inimigo de forma decisiva, conclusiva e imediata, e, na próxima fase de um potencial conflito militar, infligirá golpes devastadores e inimagináveis aos recursos remanescentes do inimigo na região".
Teerão só se senta à mesa com EUA quando for levantado o bloqueio naval no Golfo
Trump diz que Teerão está em "colapso financeiro" com estreito de Ormuz bloqueado
"O Irão está a entrar em colapso financeiro! Eles querem o estreito de Ormuz aberto imediatamente - eles estão desesperados por dinheiro! Eles estão a perder 500 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de euros) por dia (...) SOS!!!", escreveu o líder norte-americano.
Líbano. França exige recuo de Israel e desarmamento do Hezbollah
Emmanuel Macron traçou em Paris as linhas vermelhas para a paz no Líbano.
Para o Eliseu, a soberania do Líbano só será plena quando o Estado detiver o monopólio da força e as fronteiras forem respeitadas.
Líbano avisa, "não procuramos o confronto, mas não temos medo"
Nem o confronto, nem a submissão. É este o posicionamento de Beirute perante o braço de ferro com o Hezbollah.
Para Najib Mikati, o destino do país não se decide em Paris, mas sim na mesa de negociações em Washington. É lá que reside a única saída para a crise.
Um morto e dois feridos em ataque israelita no Líbano
Porta-contentores alvo de disparos iranianos ao largo de Omã
A agência de segurança marítima UKMTO, que acompanha navios em todo o mundo, anunciou hoje que um porta-contentores foi alvo de disparos iranianos ao largo da costa de Omã, causando danos, mas sem vítimas.
"A embarcação foi abordada por uma lancha de patrulha da Guarda Revolucionária Islâmica, sem aviso prévio por rádio, que abriu então fogo contra o navio, causando danos significativos na ponte de comando", informou a UKMTO.
"Não foram relatados incêndios ou impactos ambientais", informou a agência, que está sob a tutela do exército do Reino Unido, acrescentando que a tripulação se encontra "sã e salva".
A UKMTO disse que o ataque foi lançado por volta das 07:55 (04:55 em Lisboa) no estreito de Ormuz, a 15 milhas náuticas (27,7 quilómetros) a nordeste da costa de Omã.O Irão não fez até ao momento qualquer comentário sobre o ataque.
O incidente ocorre depois de os Estados Unidos terem apreendido um navio porta-contentores iraniano, no fim de semana, e abordado um petroleiro associado ao comércio de petróleo do Irão, no oceano Índico.
No sábado, a UKMTO informou que duas lanchas de patrulha da Guarda Revolucionária abriram fogo contra um navio cargueiro não identificado, também nas imediações do estratégico estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial.
Pouco depois, a mesma agência reportou um segundo incidente na mesma zona, envolvendo um projétil de origem desconhecida que atingiu um navio cargueiro, danificando alguns contentores.
O cessar-fogo temporário declarado na ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro expirava hoje.
Mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira, a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irão apresente uma proposta para um acordo.
Washington e Teerão, que deverão retomar as negociações em breve, ainda não conseguiram chegar a acordo sobre a livre passagem pelo estreito de Ormuz, uma via navegável crucial para o comércio global, bloqueada por Teerão em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel.
União Europeia vai apresentar hoje plano para responder a eventual crise energética
São 55 medidas. Entre elas, Bruxelas quer promover o teletrabalho, que seria obrigatório pelo menos um dia por semana.
Trump prolonga cessar-fogo mas mantém bloqueio e forças militares em prontidão
A horas do fim das tréguas, e perante a resistência a negociar por parte de Teerão, pelas 21h20 de terça-feira, em Lisboa, o presidente Donald Trump deu o dito por não dito e aceitou o pedido do Paquistão para prolongar o cessar-fogo, até o governo iraniano apresentar uma proposta de negociação. Mantém contudo o bloqueio aos portos do Irão e a prontidão das forças militares norte-americanas na região.
Militares de 30 países discutem em Londres reabertura de Ormuz
Representantes militares de mais de 30 países reúnem-se hoje em Londres para preparar uma possível missão multinacional, liderada pelo Reino Unido e pela França, para reabrir o estreito de Ormuz após o conflito.
De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa britânico, a reunião de planeamento de dois dias será realizada no Quartel-General Conjunto Permanente Britânico em Northwood, a norte da capital.
O objetivo é traduzir o consenso político alcançado na semana passada em Paris num plano militar detalhado que garanta a liberdade de navegação nesta via estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial.
Na sexta-feira, cerca de 50 governos e organizações endossaram a proposta franco-britânica na capital francesa para criar uma missão "estritamente defensiva" para proteger o tráfego marítimo no estreito de Ormuz.
O cessar-fogo temporário declarado na ofensiva que os Estados Unidos (EUA) e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro também expirava hoje.
Mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira, a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irão apresente uma proposta para um acordo.
Washington e Teerão, que deverão retomar as negociações em breve, ainda não conseguiram chegar a acordo sobre a livre passagem pelo estreito de Ormuz, uma via navegável crucial para o comércio global, bloqueada por Teerão em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel.
De acordo com o comunicado, a reunião em Londres irá focar-se na avaliação das capacidades militares disponíveis, da estrutura de comando e controlo e do potencial destacamento de forças na região, com vista à ativação da operação assim que as condições o permitam.
O ministro da Defesa britânico, John Healey, realçou que o objetivo é avançar com "um plano conjunto para salvaguardar a liberdade de navegação e apoiar um cessar-fogo duradouro".
"O comércio internacional, a segurança energética e a estabilidade da economia global dependem da liberdade de navegação", afirmou, acrescentando que "uma ação coletiva eficaz" pode contribuir para a reabertura do estreito.
O Reino Unido e a França estão a trabalhar para envolver o maior número possível de parceiros na missão, embora a lista de participantes na reunião militar em Northwood ainda não tenha sido divulgada.